Capacitação

Consumo sustentável e o seu negócio

Você, enquanto pessoa física tem um consumo sustentável? Você aceitaria consumir algo de alguma marca que agride o meio ambiente durante seu processo de produção, ou que não apoia minimamente iniciativas sustentáveis?

Há algumas décadas atrás, isso até poderia passar despercebido, mas hoje em dia o consumo sustentável é uma tendência e está cada vez mais no foco do seu cliente.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Akatu de Consumo Consciente, ainda em 2002, mostrava que, apesar da crescente consciência acerca do meio ambiente, ainda não havia, por parte do consumidor, um completo entendimento em relação ao seu poder de influência na hora da compra; o famoso conceito de consumo sustentável mencionado hoje em dia.

Felizmente, o modo de consumo foi evoluindo com o tempo. Na mesma pesquisa, desta vez realizada uma década depois (2012), os dados demonstraram que, apesar de um clima econômico propício ao consumo, o brasileiro mantinha comportamentos cotidianos de consumo mais conscientes, já que passou a ter mais conhecimento sobre sustentabilidade, cobrando responsabilidade social das empresas.

Slow Living” e o compromisso social das marcas

Outro importante resultado no estudo do Akatu foi a busca por soluções mais sustentáveis e relacionadas ao chamado “slow living”. Foi mostrado que o comportamento das empresas impactava diretamente na decisão de compra dos consumidores. Por isso a importância de se pensar no consumo sustentável.

Desse fato, foram destacados cinco aspectos como motivadores de preferência e/ou admiração por determinadas empresas:

  • não maltratar animais (52%);
  • ter boas relações com a comunidade (46%);
  • ter selos de proteção ambiental (46%);
  • ajudar na redução do consumo de energia (44%);
  • ter selo de garantia de boas condições de trabalho (43%).

Dois anos depois, a Nielsen realizou uma análise de vendas no varejo e demonstrou que marcas que demonstraram comprometimento com a sustentabilidade cresceram mais de 4%, enquanto aquelas que não exibiram tais atributos avançaram menos de 1%. O consumidor moderno está cada vez mais com o consumo sustentável em pauta.

O estudo aponta ainda que 65% do total das vendas em nível mundial foi gerado por marcas que transmitiam compromisso de valor social e/ou ambiental.

Outro levantamento da mesma consultoria, de 2015, indica que o engajamento com o meio ambiente tem o poder de influenciar a compra para 45% dos consumidores entrevistados. E isso vale dos alimentos aos cosméticos.

Como pensar em consumo sustentável no “pós-pandemia”?

Com a sociedade em mudança, diversos segmentos do mercado já preveem uma nova trajetória de suas marcas, focando principalmente nas tendências pós-coronavírus.

Algumas dessas transformações, a curto prazo, não são tão positivas. Segundo pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) publicada em abril, o Produto Interno Bruno (PIB) global entre os anos de 2020 e 2021 irá apresentar uma queda prevista de até 3,5%.

Apesar de dados pouco satisfatórios, também há perspectivas positivas onde a tecnologia e a preocupação socioambiental – consumo sustentável – irão protagonizar modificações na forma de consumir produtos e serviços.

A matemática é simples: os consumidores estão cada vez mais exigentes, logo, as empresas precisarão estar atentas em seus posicionamentos, para que eles se adequem às políticas socioambientais de forma coerente e verdadeira.

Também será uma realidade que as empresas invistam para se tornarem ainda mais presentes no cotidiano digital dos consumidores.

Com isso, o relacionamento virtual por meio de atendimento e interações é uma realidade que irá continuar entre marca e cliente.

Para as empresas que contam com espaços físicos também deverão ficar atentas ao comportamento de seus clientes. As medidas de prevenção radicais ao coronavírus serão presentes ainda por um bom tempo, o que irá fazer com que as pessoas evitem lugares com aglomerações e que não demonstrem uma limpeza impecável.

E você, como está lidando com a perspectiva de tornar sua marca mais consciente pós-pandemia?

Fonte: Rock Content, SEBRAE.


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